O novo disco de Salvador Sobral é um notável conjunto de canções que confirmam o cantor e letrista como uma voz maior ─ pelas opções musicais e estéticas; pelo cuidado na escolha das letras e nas colaborações; e sobretudo pela capacidade e enorme fôlego, com que se dá às canções.
Como diz Valter Hugo Mãe no texto de apresentação, a sua música tem «qualquer coisa incrivelmente colectiva. Qualquer que seja o registo, mais ou menos íntimo, o seu ímpeto é uma multidão». É por isso que as novas canções de Salvador Sobral já são nossas. Chegam com a Primavera, ficam no coração.
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«Três anos depois da estreia em “Excuse Me” o segundo álbum de estúdio de Salvador Sobral é como um olhar sobre uma estrada que se abre a muitos mundos de possibilidades. Entre familiaridade e surpresa, “Paris, Lisboa” é uma firme declaração de identidade e não cedência. E é o seu melhor disco (até aqui).»
Nuno Galopim in Máquina de Escrever
«Em Paris, Lisboa, o jazz canção em que assentava o álbum de estreia torna-se, no máximo, presença subliminar. Extravasando as estreitas fronteiras desse território tão povoado, o novo álbum oferece à voz e expressividade de Sobral mais estimulantes cenários. Ainda assim, deixa-nos no final com a mesma sensação. É realmente um intérprete notável, tão à vontade e sempre sincero no dramatismo de 180, 181 (catarse), quanto no romantismo sonhador de Cerca de del mar, tão certeiro na modulação dos versos quanto no saborear das palavras e na certeza dos improvisos vocais.»
Mário Lopes in Ipsilon